MILHO ACESSÍVEL MELHORA CENÁRIO DE AGROINDÚSTRIAS

2017-01-10 11:07:35 Por: Fabrício Artur, Diário Catarinense

Este ano começou favorável para as agroindústrias catarinenses produtoras de proteína animal, leite e derivados. Depois do preço do milho aumentar consideravelmente em boa parte do ano passado, 2017 promete oferta abundante, porque o Brasil terá uma super safra do grão após os Estados Unidos colher uma safra recorde. Isso significa menos inflação para os produtores, condições para melhorar a margem de lucro e preços acessíveis aos consumidores.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo, o Brasil colherá cerca de 90 milhões de toneladas do cereal, sendo 30 milhões da safra e 60 milhões da safrinha, para um consumo nacional previsto de 55 milhões de toneladas.
Alem disso, há grandes estoques lá fora. Os EUA colheram uma safra acima das expectativas, de 380 milhões de toneladas e o estoque de passagem deles ficou em 210 milhões, entre os maiores já registrados.
- Com tanto milho no mundo, as exportações brasileiras serão menores. Portanto, teremos milho farto e a preços acessíveis no mercado doméstico – observou Pedrozo.
Ao mesmo tempo que essa trégua nos preços altos traz um alívio, há a preocupação com os efeitos da lei da oferta e procura. Se o preço fica baixo, no próximo ano o produtor não planta. Por isso Pedrozo alerta que é importante assegurar preços que remunerem o produtor. O valor atual da saca, R$ 32, ainda é compensador, avalia ele.
Nos últimos anos, parte dos agricultores de SC migrou para a soja. Em 2005, SC plantava 800 mil hectares de milho e colhia cera de 4 milhões de toneladas. Na safra 2016/2016, plantou 372 mil hectares e deve colher 2,7 milhões de toneladas. Por isso o Estado tem que importar 3,5 milhões de toneladas do grão por ano e a alta de preços gera apreensão.

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